quarta-feira, 18 de julho de 2012

Inseridos em uma nova cultura



            A muito a internet deixou de ser apenas um meio de comunicação. A rede internacional de computadores tornou-se um novo mundo, sem fronteiras definidas, com uma cultura própria em transformação rápida e constante, e que entrelaçasse com o mundo esterno transformando-o e sendo transformado por ele. A prova disso é como o verbo curtir tem sido tão usado recentemente graças à influência do facebook na vida dos brasileiros. Já parou para pensar que antes do facebook se alastrar pelo país, lá pelo meado de 2008, a maioria de nós pouco utilizava este verbo para dizer que gostava alguma coisa? Na via inversa, há alguns anos não se viam tantas informações e manifestações de apoio à sustentabilidade e cultura verde na internet como recentemente, o que reflete a influência do mundo esterno no mundo virtual.

               Navegar na internet é como inserir-se em um novo ambiente, justamente como o termo “navegar” propõe. É interagir com este ambiente e com outras pessoas que ali estão. Sendo assim, o cristão tem um grande desafio a sua frente toda vez que acessa seu browser: ser um verdadeiro cristão em meio a uma cultura não cristã.

              O posicionamento que um cristão adota na internet é tão importante quanto ao de um missionário no Egito, Cazaquistão, China, ou em alguma região inóspita de nosso país. Aquilo que digita no teclado de seu desktop ou nos dispositivos portáteis como celular e outros é tão importante quanto o que um universitário diz em uma sala de aula1. As duas grandes diferenças que posso destacar são: o alcance e a segurança. Na internet um simples comentário em uma foto pode ser visto por centenas e até mesmo milhares de pessoas. A repercussão de um vídeo, uma frase ou de qualquer outra coisa lançada na rede é imensurável. Da mesma forma está-se infinitamente mais seguro, do ponto de vista da integridade física, sentado em frente ao computador do que conversando na esquina. Excetuando-se estes pontos, a maioria dos aspectos da vida de um cristão na internet é igual aos de um cristão inserido em uma nova cultura. Quando inserido em uma nova cultura, como por exemplo, em uma nova escola, uma nova cidade ou outro país, o cristão tem duas opções: a primeira é absorver tudo o que vê e ouve, é transformar-se pouco a pouco se moldando conforme o padrão da cultura em que está inserido, a segunda é manter a sua identidade do Reino de Deus bem como sua cidadania, não se corromper com os aspectos culturais influenciados pelo maligno e transformar, pelo poder de um testemunho vivo, os que estão a sua volta e, por conseqüência, transformar a própria cultura ao seu redor, tornando-se assim um missionário. Quando entramos no mundo virtual devemos escolher uma coisa ou outra. Aproveitamos a segurança e o alcance da internet para proclamar o amor de Cristo ou emudecemos ante ao desafio e o medo da retaliação. Daniel, José e outros homens e mulheres da bíblia também tiveram que escolher. Nada muda. Ambas as decisões trazem conseqüências. No caso de Daniel, a sua escolha por não compartilhar da adoração a outro deus que não fosse o seu Deus o levou à cova dos leões2. José fora colocado no cárcere por não curtir a idéia de deitar-se com uma mulher casada3. Não é fácil andar na contra mão da via e ir contra a multidão, mas temos as promessas de que Deus nunca nos deixará e que teremos a recompensa nos céus4. Mas se você escolhe ser influenciado ao invés de influenciar, ou se escolhe adotar uma nova identidade, como se fosse uma pessoa dentro da rede e outra fora, está negando a sua pátria, vivendo uma vida de mentira fora da internet e mostrando sua real natureza dentro dela, pois os que são nascidos do Espírito vivem segundo o Espírito; no real e no virtual.
                 
                  Pense nisso: curtir é o mesmo que dizer amém; compartilhar é o mesmo que pregar5.

                 Ao que você diz amém?  O que você tem pregado?

                O mundo virtual precisa de missionários. Não precisa de homens e mulheres que seguem o fluxo, mas daqueles que são realmente transformados pelo poder da palavra e se decidem por não deixar que sutilmente as trevas os envolvam.

 “Não se moldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” Romanos 12.2

“e aprendam a discernir o que é agradável ao Senhor. Não participem das obras infrutíferas das travas; antes, exponham-nas a luz.” Efésios 5:10 e 11

Se você é servo do Senhor Jesus, traga a luz de Cristo sobre a internet ao invés de intensificar as trevas sobre ela.


Tiago Corrêa Almeida, missionário radicado em Jesus Cristo, para toda a igreja nos mundos, com amor e temor!   

Bibliografia:

Bíblia Sagrada português-inglês / Holy Bible Portuguese-English. – São Paulo: Editora Vida, 2003. (NVI – INV)



31 -    Mateus 12: 35 ao 37 – “O homem bom do seu bom tesouro tira coisas boas, e o homem mal do seu mal tesouro tira coisas más. Mas eu lhes digo que, no dia do juízo, os homens haverão de dar conta de toda palavra inútil que tiverem falado. Pois por suas palavras serão absolvidos, e por suas palavras serão condenados.”
42 -   Daniel 6:1 ao 28
53 -  Gênesis 39: 6 ao 23
64 -  Mateus 28: 18 ao 20 – “Então, Jesus aproximou-se deles e disse: ‘Foi-me dada toda autoridade nos céus e na terra. Portanto vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos.”
75 -  Mateus 18:18 – “Digo-lhes a verdade: Tudo o que vocês ligarem na terra terá sido ligado nos céu, e tudo o que vocês desligarem na terra terá sido desligado nos céu.”

Outras referências:

Efésios 5:1 ao14, 2 Coríntios 5: 17 ao 20, 2 Coríntios 6: 14 ao 18 e João 1: 6 e 3: 7 ao 10.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Deus transforma o símbolo da dor em símbolo de vitória.


A história de Moisés é bastante conhecida. Mesmo aqueles que não possuem o hábito de ler a bíblia conhecem um pouco sobre sua trajetória. Este homem, inspirado por Deus, escreveu cinco livros que viriam a influenciar três grandes religiões da atualidade: a Cristã, a Judaica e a Islã.   Porém, o conhecimento das pessoas sobre a vida de Moisés passa principalmente pelo seu nascimento e infância conturbadas, sendo deixado às margens do rio Nilo em um cesto betumado, e por como liderou o povo de Israel pelo deserto até a terra de Canaã. No entanto, a história deste homem é marcada por um evento que mudou totalmente a perspectiva que tinha de se si mesmo, de Deus e da realidade a sua volta, e o transformou no libertador do povo hebreu.
Moisés fora criado entre o povo egípcio e, como filho adotivo da princesa egípcia, desfrutava de uma vida de fartura e regalias. Sua educação foi a melhor do país, assim como sua alimentação e todo o resto. Moisés tinha tudo; ou quase tudo.
Certa vez Moisés resolveu conhecer o povo de onde viera, pois não lhe foi negado conhecer a verdade sobre seu nascimento, e em seu coração sabia que era um estrangeiro; alguém deslocado de seu lugar. Em meio aos Hebreus presenciou um egípcio maltratando um dos seus e, sem se conter, o atacou, matou e escondeu o corpo na areia. Seu homicídio foi descoberto pelo Faraó e isso fez com que fugisse para uma terra distante, e ali, ironicamente, estabeleceu família e passou a trabalhar para seu sogro, Jetro, permanecendo novamente na casa de um estranho. Mais uma vez, Moisés é um estrangeiro; alguém deslocado do seu lugar. Agora com uma diferença: precisava trabalhar.
Moisés passou anos da sua vida com o peso de um assassinato em sua mente. Além da memória do sofrimento que sua verdadeira família sofria nas mãos dos egípcios, enquanto ele próprio vivia escondido. Remoia dentro de si todas as dores de sua alma e sentia-se incapaz de qualquer grande realização. Afinal, era apenas um estrangeiro vivendo sempre do favor de alguma outra pessoa: primeiro da filha de Faraó e agora de seu sogro.
A realidade de Moisés é esta: sua vara. A vara que o lembra de quem ele é.  A vara que o identifica como guia de ovelhas, um trabalhador; talvez até mesmo um escravo da circunstância. Por que estudou tanto? Por que aprendera sobre as línguas, medidas, religiões e culturas? Porque foi criado no palácio? Por que foi tirado do rio pela filha de Faraó? Para cuidar de ovelhas longe de casa? Melhor seria se tivesse morrido no Nilo!
Quando olha para sua vara Moisés vê a dor, a vergonha, o fracasso...
  
O que mudou na vida deste homem? Pois este esta longe de ser o libertador de Israel.

Horebe. No monte Horebe Moisés teve um encontro com Deus!

Pastoreando as ovelhas de seu sogro, Moisés, sobe um monte onde vê algo impossível. Uma planta em chamas! Isso não é espantoso. O espantoso é que a planta não se queima. As chamas a sua volta ardem fortemente, mas a planta permane intacta. Ali, Deus fala com Moisés e o encoraja a voltar para sua terra a fim de libertar os seus irmãos. Ele diz: “Eu estarei contigo!”. Mas Moisés não se vê como o libertador de nada. Não pode libertar a si mesmo, como libertar uma nação inteira? Moisés está preso a sua vara. Preso a sua realidade.
Deus finalmente lhe diz, “Moisés, o que tens em tuas mãos?”, e este responde “Uma vara”, e Deus promete, “Leva com você esta vara e, com ela, você vai realizar milagres!”.

Com esta vara Moisés transformou a água do Nilo em sangue, abriu o mar vermelho, fez sair água da rocha e tantos outros sinais.

 Deus transforma o símbolo da dor, da vergonha e do fracasso, em símbolo da vitória e do milagre!

O homem que desceu do monte não é mais o mesmo que subiu. O homem com uma visão pequena de si, de Deus e das circunstâncias, agora é um homem que sabe quem é, sabe quem é Deus, e sabe que não há circunstância capaz de impedir a vontade deste Deus em sua vida.

Deus transformou a vida de Moisés e tem poder para transformar a sua vida também. Basta entregar sua vida a Ele, como fez Moisés, e desfrutar, assim, de uma vida com propósito e cheia da alegria que só em Deus podemos alcançar.



Bibliografia:

quarta-feira, 7 de março de 2012

Ao infinito

Bem amados, o que vou compartilhar com vocês é uma meditação que me transformou profundamente, e que, embora iniciada a alguns dias atrás, só fez sentido completo quando meditava na palavra hoje pela manhã.
Estava tomando café com os irmãos que trabalham na obra da igreja, e ali, conversávamos de forma descontraída sobre vários assuntos. Quando começamos a falar sobre carros e viagens, um dos irmão contou uma história semelhante a seguinte:

O mecânico me disse que um de seus clientes foi lhe procurar e pedir para que verificasse um "barulho estranho" que seu carro estava fazendo. O mecânico pediu que ligasse o carro e, como não ouviu nada estranho, sugeriu que saíssem com o carro para estrada, assim, talvez ouvissem alguma coisa. 
Na estrada o dono do carro contou-lhe que estava indignado pois havia trocado o carro que o acompanhara por tanto tempo, e que era bem velho, por este carro novo e que em tão pouco tempo estava dando problemas. O mecânico ouviu o dono mas não sem dedicar atenção aos sons que o carro emitia e, naturalmente, à maneira do dono conduzir o carro. Notou que este empregava uma força excessiva ao virar o volante e que manuseava o cambio com brutalidade. Então, finalmente ouviu-se o tal "barulho estranho". - É esse! - gritou o dono eufórico. Era realmente irritante e preocupante. O motor do carro parecia gritar, e sem parar. Parecia que estava para explodir.
O mecânico escutou atentamente, pediu para parar o carro e em seguida assumiu a direção. Dirigia serenamente até que o "barulho estranho" voltou. Foi quando disse:

- O seu carro tem cinco marchas! O senhor esta fazendo o carro gritar na quarta marcha, enquanto ele está pedindo a quinta. - manuseando o cambio com leveza, o mecânico passo da quarta para quinta marcha e, milagrosamente, o carro parou de fazer "barulho". - Toda vez que o senhor ouvir um barulho parecido é porque está na hora de trocar de marcha.
- Não sabia que este carro tinha cinco marchas - pasmou o dono do carro.


Meu coração saltou quando ouvi esta história. Não sabia bem o porquê, mas sabia que Deus falaria ao meu coração em algum momento. E falou.

Quantas vezes a nossa vida espiritual está gritando? Há um som incomodo a nossa volta nos impulsionando a crescer, avançar, mudar de marcha... e não percebemos isso. Preferimos colocar a culpa da nossa inquietação nas circunstâncias ou no fato de "ser estreito o caminho". Inevitavelmente começamos a comparar a nossa nova vida com a velha, reclamamos e dizemos que há algo errado. E há! Não com a nossa nova vida, mas conosco. Não conhecemos o caminho. Não conhecemos bem o nosso carro e, por isso, não aprendemos a identificar quando devemos mudar de marcha. Precisamos nos aprofundar no conhecimento do Espirito Santo, nosso carro, e do caminho, Jesus Cristo, através do guia que Ele nos deixou, a Bíblia. No nosso relacionamento com Deus, através da palavra, aprendemos a identificar os momentos de avançar espiritualmente, de chegar a um novo nível de intimidade e comunhão com este Deus infinito. Sim! Ai está uma grande diferença estre o Espirito Santo e o carro da nossa história: o Espirito Santo é um carro de infinitas marchas! Quem dirige, ou ao menos fingiu que dirige em algum videogame, sabe bem o que é aquela sensação de "quero mais", aquela sentida quando se está na quinta marcha a 220 km/h. Com o Espirito Santo esta sensação é continua e saciada infinitas vezes. Não há limite de velocidade. Podemos alcançar a velocidade da luz e ainda será pouco. Mas, para isso, será necessário ouvir o Espirito gritar em nossa vida espiritual por uma mudança, e ai sim,...mudar a marcha.

E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.
Romanos 12: 2

Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.
Filipenses 3:13-14

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Força em dias de angústia

“Se te mostras fraco no dia da angústia, a tua força é pequena.” Provérbios 24: 10
Muitas coisas podem nos levar a passar por momentos de angústia. Esta tristeza profunda que inquieta e perturba, a angústia, pode ser fruto de uma situação de enfermidade, um problema na escola ou no trabalho, um desencontro familiar, um rompimento de relacionamento, a perda de um ente querido... Levaria muito tempo se tentasse lembrar, e listar, todas as situações que estamos sujeitos e que poderiam nos levar a momentos de angústia. Muitos dias que nos entristecem tanto que tudo em volta parece perder a importância. Só algo parece digno de atenção: a dor. Lutamos contra o abatimento, o semblante caído e a falta de sorriso em nossos lábios, mas logo as pessoas começam a perceber e por fim não adianta mais esconder. Não enxergamos a luz e passamos a acreditar que não existe alguma centelha para iluminar o caminho. Sentimo-nos cansados, incapazes e fracos.
Em contra partida, a força permite movimentarmos aquilo com o qual interagimos: uma porta se move mediante a força que aplico sobre ela, um clipe de metal move-se ao ser aproximado de um imã, um resultado de uma prova é modificado de acordo com o empenho, a força, com que eu me dedico aos estudos. Mas, como ter forças em situações em que é tirado de nós todo o vigor? Quando estamos angustiados nossas forças vão se esvaindo e, não importa o que façamos, acaba. Por que?
Por que a força do homem é limitada e pequena. Por mais forte que seja o homem, seja essa força física, emocional ou espiritual, ela é limitada.
 Por isso, em dias de angústia a bíblia não nos ensinar a apoiar-nos em nós mesmos, pois inevitavelmente nos cansaremos e nos mostraremos fracos. Diferente disto, precisamos reconhecer a nossa fraqueza e a necessidade de fortalecimento da parte Deus. Assim com o fez o apostolo Paulo, quando sofrendo as angústias por amor a Cristo;  declarou ele “(...)Porque, quando estou fraco, então, ai é que sou forte.”1 Pois àqueles que reconhecem a sua fraqueza e derramam sua lagrimas de angústia ante Deus esperando nEle, voam com asas como águia; correm e não ficaram exaustos, caminham e não se cansam.2
Se você esta passando por um momento de tristeza profunda e percebe-se sem forças, lembre-se que você é limitado e que Jesus enquanto homem também passou por isso. Jesus sabe exatamente o que você está passando. Jesus enfrentou muitos momentos angustiantes: passou fome, frio, desconforto, preconceito, calúnia, a morte de um amigo, traição, violência, preções psicológicas, assédio, humilhação, abandono e até mesmo uma morte cruel e dolorosa, mas por conta disso há pra você a seguinte promessa: “Porque, tendo em vista o que Ele mesmo [Jesus] sofreu quando tentado, Ele é capaz de socorrer aqueles que também estão sendo tentados.” 3
Jesus é o segredo de uma grande força, mesmo em dias de angústia.
Bibliografia
Bíblia de estudos e concordâncias. HITCCOCK ROSWELL D; Rio de Janeiro: 2005; (NVI)
Bíblia Sagrada. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2 ed. Barueri – SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993.
1 -  2 Coríntios 12:10 b
2 – Isaías 40: 30 e 31
3 – Hebreus 2: 18

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Qual o sentido?

Existem perguntas que nos fazemos ao curso de nossas vidas que vão causar uma inquietação tão grande em nossa mente aponto de nós não sossegarmos enquanto não ouvirmos uma boa resposta para cada uma destas perguntas.
Alguns exemplos são: Por que o céu é azul? Será que fulaninha gosta de mim? De onde vem os bebês?
Mas sem dúvida a mais importante de todas é: Qual é o sentido da vida?
Esta pergunta nos inquieta, porque a palavra "sentido" desta pergunta trás a seguinte ideia: Para onde esta indo a vida? Qual é o motivo da minha existência?

Quando Deus criou o homem, este, tinha total comunhão com seu criador. A bíblia nos mostra que Deus criou os animais mas em seguida os trouxe diante do homem para que lhes desse nomes. Imagine que maravilhoso! Deus sentado em uma pedra diz:
- Bem, e ai Adão? Esse com o pescoço bem grandão, como vai se chamar?
- Deus, esse é bem engraçado, né? Vou chamar de girafa - diz Adão.
- Gostei! Opa! E esse peralta que esta mexendo no seu cabelo? - Deus fala e ri do animalzinho que parecia procurar alguma coisa no cabelo de Adão.
- Ei! Pera ai rapazinho! Você, eu vou chamar de...macaco!

E assim foi o dia todo de alegria e comunhão entre Deus e o homem. Deus caminhava pelo jardim e conversava com Adão. O abraçava, mostrava para ele o quanto o amava e o quanto era parecido com seu Pai, seu Deus.

O sentido da vida, o motivo de nós existirmos, é Deus. Nós fomos criador para ter comunhão com Deus e adorá-Lo.

Mas o homem se afastou do seu criador preferindo desobedecê-Lo. Nós pecamos contra Deus e não mas andamos com Ele pelo jardim. A distância de Deus nos fez sentir vazios e incompletos. Buscamos o sentido da vida em muitos lugares; mas sem sucesso.

Deus, porém, mostrando o grande amor que tem por nós, resolveu se reconciliar com a criação por meio de Jesus. E no momento que o Senhor Jesus Cristo entregou sua vida na cruz, derramando o puro sangue pelos nossos pecados. Ele nos reconciliou com Deus. Agora podemos andar com Deus. Conversar com Deus. Ouvi-Lo falar conosco. Senti-Lo nos abraçando em momentos de dor e de sofrimento, e festejando conosco em momentos de alegria.

O caminho para nos sentirmos plenos e realizados é o reconhecimento de Jesus como nosso Senhor. Uma vez entregando sua vida a Jesus Cristo você começa a viver exactamente o propósito definido por Deus ao te criar: ter comunhão com Ele e adorá-Lo.

Faça isto ainda hoje!
Ele esta esperando você; para conversar e rir com você!


Referências:

Bíblia de estudos e concordâncias. HITCCOCK ROSWELL D; Rio de Janeiro: 2005; (NVI)

Gênesis - cap: 2, ver: 19 e 20; cap: 3, ver: 8 e 9
João - cap: 3, ver:16
Colossenses - cp:2, ver: 9 ao11
Romanos - cap: 5, ver: 15 ao 17; cap:8, ver: 1 e 2

O olhar de Taísa

Eu tenho uma sobrinha com dois anos de idade. Seu nome é Taísa. Ela é linda. A avaliação esta sendo a mais imparcial possível. Um dia desses, eu estava na loja da minha família, aonde trabalho todas as manhãs, e ela chegou com sua mãe. Ela é muito obediente mas, como qualquer criança, gosta de correr, brincar e “olhar” com os dedos tudo o que é novo. Ela corria de um lado para o outro olhando tudo, tocando tudo, e percebi que de vez em quando ela olhava de rabo de olho para mim, assim como quem pensa: Quem é esse moço falando com minha mãe? O que é normal porque ela realmente não tinha muito contato comigo, e a ultima vez que a vi ela ainda era bem menor. Acertada as coisas com sua mãe cheguei perto da Taísa e agachei-me. Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa ela veio em minha direção e me abraçou, um abraço forte, verdadeiro cheio de carinho. Afastou-se um pouco e me deu um beijo na face. Segurou meu rosto com as duas mãozinhas e olhou dentro dos meus olhos. Fiquei constrangido com a sinceridade daquele olhar. Depois de alguns segundos que pareceram horas, ela perguntou – Qual é o seu nome? – disse meu nome, e logo que disse ela meneou a cabeça em sinal afirmativo com uma convicção que me transmitiu a certeza que ela jamais esqueceria de mim. Foi maravilhoso.

Fiquei a meditar na atitude da Taíse. Ela não me conhecia. Não sabia nada sobre mim. Não sabia nem ao menos o meu nome. Mas mesmo assim ela demonstrou amor. Ela não precisou dizer que me amava. Eu pude sentir. Naquele momento ela me amou, sentiu que eu ia embora, e que seria horrível se eu fosse sem que ela soubesse meu nome. Ela tinha tanto amor dentro de si que na primeira oportunidade ela o lançou sobre mim. Sem pedir nada em troca. O olhar dela foi fundo na minha alma, a tocou, e fui impactado por este toque.

As pessoas não olham mais nos olhos uma das outras. Estamos protegidos por muros altos que construímos dentro de nós mesmos. Nós queremos resultados, fazemos testes, avaliações, pré-conceituamos e depois buscamos atitudes que validam o nosso pré-conceito. Muitas vezes falamos do amor, mas não o vivemos. Seria tão bom se nós tivéssemos uma atitude semelhante à da Taísa, a atitude de uma criança. Se estivéssemos dispostos a amar primeiro e perguntar depois. Dispostos a aproveitar todas as oportunidades, e lançar amor sobre as pessoas. A criança aprende a demonstrar amor, antes de aprender a falar sobre ele. A criança sorri para todos e o tempo todo. Se nós sorrimos antes do término de uma piada, ela se torna engraçada! Que tal sermos uma metralhadora de amor, disparando sorrisos para todos, todo o tempo? Olharmos mais nos olhos dos que passam por nós? Por que não escolhermos amar primeiro, e conhecer depois? Vamos ser como uma criança? Crianças são felizes. Crianças são inocentes. Crianças são sinceras. E delas é o Reino de Deus.

Deixando o cântaro

Em 2009 o relatório anual das Nações Unidas fez terríveis projeções para o futuro da humanidade. A ONU prevê que em 2050 mais de 45% da população mundial não poderá contar com a porção mínima individual de água para necessidades básicas. Segundo dados estatísticos existem hoje 1,1 bilhão de pessoas praticamente sem acesso à água doce. Estas mesmas estatísticas projetam o caos em pouco mais de 40 anos, quando a população atingir a cifra de 10 bilhões de indivíduos. Os dados utilizados pela mídia mundial para quantidade de água no planeta são: De toda a água disponível na terra 97,6% está concentrada nos oceanos. A água fresca corresponde aos 2,4% restantes. Você acha 2,4% pouco? Então ouça isso: destes 2,4% somente 0,31% não estão concentrados nos pólos na forma de gelo. Resumindo: de toda a água na superfície da terra menos de 0,02% está disponível em rios e lagos na forma de água fresca pronta para consumo. Se um copo d’água de 300 ml representasse toda água do planeta, o correspondente à água doce seria aproximadamente uma colher de chá.
Água é vida. A vida está acabando.

A história que se segue aconteceu à quase 2000 anos atrás, em uma cidade na região de Samaria chamada Sicar, no Oriente Médio. Havia nesta cidade uma mulher marcada pela dor, com a vida em frangalhos. Já tinha passado por vários relacionamentos amorosos, não encontrando em nenhum deles o verdadeiro amor. Nesta época uma mulher que vivia com um homem sem casar-se com ele era posta às margens da sociedade, era apontada nas ruas, de forma que esta mulher não poderia freqüentar os mesmos ambientes que todas as outras. Diariamente ela saia de sua casa e andava até o poço fora da cidade para buscar água. A fim de evitar transtornos, ela não realizava suas tarefas no início do dia como todas as outras, mas buscava água para começar seus afazeres por volta de meio dia, quando não tinha mais ninguém perto do poço.
Certa vez, saindo da cidade em direção ao poço, a mulher percebe que há alguém sentado à beira do poço. – Ai! Só me faltava essa agora. Vou ter que ouvir piadinha. – Ela pensou até em voltar, mas precisava lavar roupa, fazer comida, lavar a casa, separar água para beber; precisava da água. Com os olhos para baixos, por vezes olhava para frente, para seu destino, o poço. Aproximando-se ainda mais, teve um susto, hesitou continuar – Não posso mais voltar, estou muito perto – pensou. Era bem pior do que ela esperava, estava claro que o homem que estava sentado à beira do poço era um judeu. Pra você entender, os judeus eram para os samaritanos assim como os corintianos para os cruzeirenses, ou vascaínos para flamenguistas. A mulher chegou bem devagar, em silencio, e o mais rápido possível, começou a tirar água do poço e encher o seu cântaro. Então o inesperado aconteceu. – Ei, moça! – falou o homem. A mulher olhou em volta. – Quem? Eu? – O homem sorriu. Quem mais poderia ser? – Me de água para que eu beba. – Agora estava ainda mais espantada. – Senhor, não é por nada não, mas tu és judeu, e eu samaritana, por que o senhor esta falando comigo? – disse ela. – Se você soubesse com quem esta falando, na verdade estaria agora pedindo água, e eu te daria água viva. – Ele disse isso com muita simplicidade, mas esse ensinamento é na verdade o segredo para uma vida plena e feliz, o segredo que aquela mulher conheceu. Ela diariamente buscava água naquele poço, assim como diariamente buscava a vida. A cada dia ela procurava cumprir seus afazeres sem incomodar ninguém e sem ser incomodada. Abrindo mão até se sua felicidade para isso. Mas naquele dia, ela encontrou alguém que não se importou com seu passado. Não se importou com sua origem, sua cor, suas convicções políticas e ideológicas, mas sim com a sede que ela sentia. Este homem estaria para mudar sua vida. Ela só precisava de uma coisa. Aceitar o pedido. Ele disse “Me de sua água”, ou seja, me dê sua vida, me de o seu sustento, me entregue o que você tem de mais precioso, e em troca eu vou te dar a minha vida, a vida abundante e a vida eterna.
Este homem É Jesus. O mesmo convite que foi feito a ela é feito a você. Há apenas duas opções. Abraçar o cântaro. Agarrar as coisas dessa vida que nunca nos satisfazem por completo. Sabendo que um dia essa água, essa vida, vai acabar. Ou deixar o cântaro com Jesus Cristo. Permitindo que não só você, mais todos os seus encontrem um amor que nunca erra, um amigo que nunca falha, uma vida que nunca acaba, uma água que nunca falta. A opção da mulher foi deixar o cântaro. Sua família e toda a sua cidade encontraram Jesus, e ela passou de rejeitada a respeitada, e de desacreditada a aquela que anunciou a verdade. E você? Qual escolha você faz? Jesus se alegrará ao velo deixando o cântaro.


“Deixou, pois, a mulher, o seu cântaro, e foi à cidade, e disse àqueles homens: Vinde, vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito. Porventura não é este o Cristo?(..) E muitos samaritanos daquela cidade creram nEle(...)”
João 4: 28, 29 e 39a.



BIBLIOGRAFIA


HITCHCOCK, Roswell D.; Bíblia de estudo. Temas e concordância. Rio de Janeiro. 2005.
João 4: 1 ao 42; João 10: 10

http://pt.wiktionary.org/wiki/c%C3%A2ntaro. Acesso em 08 de junho de 2009 às 11:12 horas.

http://www.geologo.com.br/aguahisteria.asp. Acesso em 06 de junho de 2009 às 14:35 horas.