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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Reforma



Eu nasci e vivi os primeiros anos da minha vida em um bairro chamado Engenhoca, na cidade de Niterói – RJ. Apesar de nós negarmos na época, o local exato da nossa casa era uma comunidade chamada Morro do Marítimo. Esta casa, em que vive os primeiros dez anos de minha existência, fora a mesma onde minha mãe e seus cinco irmãos foram criados. Até os meus cinco anos, aproximadamente, o chão não possuía azulejos ou pisos. Aquele chão vermelho servia de base para as paredes tão velhas como o próprio tempo, que por sua vez, sustentavam o telhado frágil e pobre sobre nossas cabeças, todos os dias e noites. Quando chovia, procurávamos panelas e vasilhas e espalhávamos pela casa, para que os pequenos cômodos não ficassem alagados com as goteiras, que por serem muitas, parecia às vezes, que as nuvens estavam dentro de casa. Tínhamos, também, que dividir os espaços com visitantes desagradáveis. Era comum estar dormindo e perceber que não estava só na cama.
A casa precisava de uma grande reforma. Não era um lugar adequado para se viver. Porém, havia condições financeiras de fazê-lo.
Aos meus dez anos nós mudamos de casa.

Nossa vida espiritual pode ser comparada à uma casa.Há pessoas vivendo o que eu vivi, mas em sua casa espiritual. Possuem uma casa cheia de marcas do tempo, com bases inapropriadas, fundamentos distorcidos. Suas paredes, lugares onde deveriam ostentar memórias agradáveis, estão sem nenhum adorno ou fotografia. Isso porque, já sofreram tanto que acreditam que não há do que se recordar. As brechas e rachadoras na casa são convites a entrada de visitantes inesperados, até mesmo indesejados como ladrões, que levam o que tem de bom e deixam o que é mal. E quando as dificuldades aparecem, a solução escolhida é colocar panelas e vasilhas e esperar a chuva passar. Nada é concertado. A casa fica cada vez mais vulnerável; mais feia e triste.
Quem construiu esta casa não o fez com a intenção de vê-la destruindo-se aos poucos.

Talvez você esteja assim. Precisando de uma reforma. E neste caso, não á como mudar de casa. Viver a vida de outra pessoa. Mas o custo da reforma continua sendo muito alto, e você não tem condições de pagar. E agora?

É ai que vem a boa notícia!

O preço já foi pago. Vou repetir: O PREÇO JÁ FOI PAGO!!

Jesus pagou o preço pela sua reforma quando se entregou na cruz. Você, somente, precisa convidar O Reformador, que é o próprio Jesus, para realizar a reforma necessária. Ele diz:
“Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo. “ Ap 3:20

Se você é essa pessoa. Não perca tempo!

Você pode, hoje mesmo, em frente ao computador, entregar a sua vida a Jesus.
Jesus esta em todo lugar e vai ouvir se falar com Ele. Você pode orar algo como estas palavras que estão aqui em baixo.
                                              
Senhor Jesus, eu reconheço que cometi erros e necessito de perdão.
Creio que o Senhor é Deus, e que se entregou para que eu fosse perdoado.
Eu o recebo como meu senhor e salvador, e entrego minha vida a ti.
Entrego cada área da minha casa para que o Senhor possa fazer as reformas que o Senhor desejar.
Escreva o meu nome no livro da vida para que eu possa passar a eternidade contigo.
Em nome de Jesus, Amém!

quarta-feira, 7 de março de 2012

Ao infinito

Bem amados, o que vou compartilhar com vocês é uma meditação que me transformou profundamente, e que, embora iniciada a alguns dias atrás, só fez sentido completo quando meditava na palavra hoje pela manhã.
Estava tomando café com os irmãos que trabalham na obra da igreja, e ali, conversávamos de forma descontraída sobre vários assuntos. Quando começamos a falar sobre carros e viagens, um dos irmão contou uma história semelhante a seguinte:

O mecânico me disse que um de seus clientes foi lhe procurar e pedir para que verificasse um "barulho estranho" que seu carro estava fazendo. O mecânico pediu que ligasse o carro e, como não ouviu nada estranho, sugeriu que saíssem com o carro para estrada, assim, talvez ouvissem alguma coisa. 
Na estrada o dono do carro contou-lhe que estava indignado pois havia trocado o carro que o acompanhara por tanto tempo, e que era bem velho, por este carro novo e que em tão pouco tempo estava dando problemas. O mecânico ouviu o dono mas não sem dedicar atenção aos sons que o carro emitia e, naturalmente, à maneira do dono conduzir o carro. Notou que este empregava uma força excessiva ao virar o volante e que manuseava o cambio com brutalidade. Então, finalmente ouviu-se o tal "barulho estranho". - É esse! - gritou o dono eufórico. Era realmente irritante e preocupante. O motor do carro parecia gritar, e sem parar. Parecia que estava para explodir.
O mecânico escutou atentamente, pediu para parar o carro e em seguida assumiu a direção. Dirigia serenamente até que o "barulho estranho" voltou. Foi quando disse:

- O seu carro tem cinco marchas! O senhor esta fazendo o carro gritar na quarta marcha, enquanto ele está pedindo a quinta. - manuseando o cambio com leveza, o mecânico passo da quarta para quinta marcha e, milagrosamente, o carro parou de fazer "barulho". - Toda vez que o senhor ouvir um barulho parecido é porque está na hora de trocar de marcha.
- Não sabia que este carro tinha cinco marchas - pasmou o dono do carro.


Meu coração saltou quando ouvi esta história. Não sabia bem o porquê, mas sabia que Deus falaria ao meu coração em algum momento. E falou.

Quantas vezes a nossa vida espiritual está gritando? Há um som incomodo a nossa volta nos impulsionando a crescer, avançar, mudar de marcha... e não percebemos isso. Preferimos colocar a culpa da nossa inquietação nas circunstâncias ou no fato de "ser estreito o caminho". Inevitavelmente começamos a comparar a nossa nova vida com a velha, reclamamos e dizemos que há algo errado. E há! Não com a nossa nova vida, mas conosco. Não conhecemos o caminho. Não conhecemos bem o nosso carro e, por isso, não aprendemos a identificar quando devemos mudar de marcha. Precisamos nos aprofundar no conhecimento do Espirito Santo, nosso carro, e do caminho, Jesus Cristo, através do guia que Ele nos deixou, a Bíblia. No nosso relacionamento com Deus, através da palavra, aprendemos a identificar os momentos de avançar espiritualmente, de chegar a um novo nível de intimidade e comunhão com este Deus infinito. Sim! Ai está uma grande diferença estre o Espirito Santo e o carro da nossa história: o Espirito Santo é um carro de infinitas marchas! Quem dirige, ou ao menos fingiu que dirige em algum videogame, sabe bem o que é aquela sensação de "quero mais", aquela sentida quando se está na quinta marcha a 220 km/h. Com o Espirito Santo esta sensação é continua e saciada infinitas vezes. Não há limite de velocidade. Podemos alcançar a velocidade da luz e ainda será pouco. Mas, para isso, será necessário ouvir o Espirito gritar em nossa vida espiritual por uma mudança, e ai sim,...mudar a marcha.

E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.
Romanos 12: 2

Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.
Filipenses 3:13-14